sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Fisioterapia e a Capoeira

A prática da capoeira atrai cada vez mais as pessoas de todas as idades, etnias e ambos os sexos. Criada por negros escravos no Brasil, advindos do continente africano a capoeira vem ganhando espaços em todos os lugares e por todo o mundo. É considerado um esporte completo por proporcionar ao praticante uma melhora do condicionamento físico, melhora da resistência a fadiga e força muscular, aumento do raciocínio em jogo, coordenação, agilidade e flexibilidade.

No entanto, um treino feito de forma inadequada ou de maior exigência que seu corpo possa tolerar, pode trazer ao capoeirista efeitos deletérios que podem durar de dias a meses se não forem tomados os devidos cuidados.

Diversas são as lesões ocasionadas pela prática da capoeira e são principalmente ligadas ao sistema músculo-esquelético do praticante, e, em seu maior número são lesões nas articulações dos joelhos e punhos. As mais comuns são relacionados a distensões musculares e a entorses (o que vem a lesar ligamentos, responsáveis pela estabilidade da articulação).

Ao sofrer uma lesão é necessário que o capoeirista cesse sua atividade física e procure um médico, caso contrário o seu quadro só tende a piorar vindo até a levá-lo a incapacidades funcionais, impossibilitando, portanto, a prática da capoeira e até mesmo, dependendo do caso, a incapacidades de suas atividades de vida diária, como o trabalho, por exemplo.

A fisioterapia nesses casos é indicada para melhora do quadro de incapacidades e sintomas como dor, diminuição de força, movimento, etc. Além de objetivar para que não haja recidivas das lesões durante a prática da capoeira bem como melhora das atividades de vida diária. O tratamento deve ser feito em cima dos sintomas relatados pelo paciente e avaliação feita no mesmo.

Por sua vez, o tratamento deve ser feito de forma séria e as orientações dadas pelo fisioterapeuta seguidas de maneira rigorosas, possibilitando um retorno à capoeira mais rápido, de maneira saudável e visando uma não recidiva da lesão, já que são comuns elas acontecerem em casos de lesões mal tratadas.

Como profissional da área da saúde o fisioterapeuta tem papel importante, com a obrigação tratar não apenas as lesões como fazer um tratamento preventivo aos praticantes e promover uma melhora na sua qualidade de vida também fora da prática da capoeiragem.

Engana-se quem pensa que a reabilitação fica restrita apenas no interior de uma clínica de fisioterapia. Para o sucesso do tratamento, é preciso que sejam dadas orientações ao paciente de como portar-se fora da clínica e é mais importante ainda, que estas orientações sejam seguidas exatamente da maneira que lhes foram passadas para possibilitar uma boa evolução no desenvolvimento do tratamento e o capoeirista terá como conseqüência um tempo menor de tratamento e retorno a prática da capoeira de maneira mais rápida e de forma saudável e segura.

Algumas orientações podem e devem ser dadas para o período pós- tratamento, objetivando a melhora do desempenho no próprio treino, como por exemplo, a importância do aquecimento e alongamento antes de qualquer atividade física e alongamento também após os exercícios, possibilitarão não apenas evitar que ocorram lesões durante os treinos, como também ajuda a prevenir futuras lesões. Vale ressaltar que um alongamento feito de forma inadequada pode causar o efeito inverso, vindo a prejudicar o capoeirista ao invés de ajudá-lo quanto a sua saúde física, é neste caso, por exemplo, que as distensões musculares aparecerão.

Por tudo isso, afirma-se que é importante que se faça atividade física, como a capoeira, para melhora da saúde do individuo, mas é mais importante ainda que a faça de maneira correta para que haja sempre uma evolução no seu desempenho físico e desportivo e evitando a ocorrência de lesões que possam gerar incapacidades funcionais ao praticante.
Autor: Raylana Nascimento
Fisioterapeuta e Capoeirista do Grupo Ilê-Dara.
Fonte: http://testacapoeira.blogspot.com/

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mais calçadas, mais ciclovias e menos espaços para carros nas cidades

No dia de hoje (25/11/2009) tive a oportunidade de assistir a uma conferência ministrada pelo Sr. Guilhermo Peñalosa (http://walkandbikeforlife.org) sobre Planejamento de Espaços Esportivos Coletivos durante o Congresso Internacional de Gestão do Esporte e do Lazer promovido pelo SESC, EEFEUSP (Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo) e ISCA (International and Sports Culture Association).


O Sr. Peñalosa falou sobre a importância de se promover a qualidade de vida dos habitantes de uma cidade através de um planejamento consciente e intencional que priorize o pedestre e o ciclista, criando espaços e infraestrutura necessária para esses dois meios de transporte.

O Tema é absolutamente fascinante e atual. Diante da realidade em que vivemos nos grandes centros urbanos como São Paulo, onde a qualidade de vida vem se deteriorando progressivamente, em função dos inúmero problemas advindo do excesso de veículos particulares, pensar em alternativas para esses problemas passa a ser uma questão crucial.



Segundo Guilhermo, uma cidade que priorize os pedestres e os ciclistas é uma cidade com cidadãos mais felizes e com índices de qualidade de vida superiores. Priorizar pedestre e ciclistas significa basicamente construir calçadas e ciclovias. Mas não quaisquer calçadas e ciclovias. Calçadas adequadamente pavimentadas, arborizadas e seguras, que convidem as pessoas a andarem com segurança e conforto. O mesmo se aplica em relação às ciclovias. Segundo ele, cada meio de transporte deve ter o seu espaço fisicamente separado. Isso por que a velocidade de locomoção para pedestres, para ciclistas e para carros e ônibus é diferente. Não adiante destinar um espaço para pedestres apenas pintando uma faixa no chão, pois os carros não respeitam esse tipo de sinalização. Assim, é preciso criar as ciclovias fisicamente separadas das ruas e das calçadas para pedestres.

Citou exemplos de diversos países do chamado primeiro mundo onde existe um intenso movimento de valorização e incentivo do uso das calçadas pelos pedestres e das ciclovias pelos ciclistas. Cada vez mais, em cidades como Copenhague na Dinamarca, Nova York nos EUA e Paris na França, as políticas públicas tem trabalhado no sentido de transformar radicalmente o perfil dos transportes urbanos e onde se via muito espaço destinado aos vaículos motorizados (carros, motos e ônibus), o que se v~e é uma diminuição desses espaços e um aumento radical das ciclovias e das calçadas.



Os efeitos são altamente positivos nos índices de poluição dessas cidades, já que caminhar e pedalar são atividades que não emitem gás carbônico ou outros poluentes. Além disso, as calçadas e as ciclovias são espaços privilegiados de socialização. Andando nas ruas as pessoas conhecem umas as outras, conversam e fazem amigos. Ao mesmo tempo, populações que andam mais e pedalam mais são naturalmente mais saudáveis e os níveis de pessoas acometidas por obesidade e outras doenças crônicas degenerativas é menor, o que implica em diminuição de custos na área de saúde pública.

Fiquei muito bem impressionado com a exposição do Sr. Guilhermo, especialmente quando ele afirma que essas mudanças na estrutura de transporte das cidades depende apenas de visão e de decisão política, já que os custos implicados nessas mudanças são pequenos e está ao alcance de qualquer cidade.

Oxalá os políticos entendam essa questão e tomem a atitude necessária para mudar a realidade das nossas cidades. Mas, como bem lembrou o Sr. Peñalosa, é imprescindível que a sociedade civil se mobilize e exija dos seus governantes tais atitudes.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Capoeira reforça cultura afro-brasilera nas escolas

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) assinou convênio com a Liga Regional de Capoeira presidente Mestre Gavião (LRC/RS). O objetivo é a criação do projeto Capoeira na Escola, que prevê atividades pedagógicas relacionadas à prática da capoeira e ao estudo da história e da cultura afro-brasileira. O projeto é uma das formas de implementação da Lei Federal 10.639/03, que obriga o ensino das disciplinas de História e Cultura Afro-brasileira e Africana nas escolas das redes pública e privada.
Resultado de dois anos de reflexões e construções coletivas entre Smed, Federação Gaúcha de Capoeira (FGC) e Liga Regional de Capoeira LRC/RS, o projeto se justifica com a afirmação de que a capoeira, patrimônio imaterial da cultura brasileira, se caracteriza como uma das mais expressivas manifestações de origem afro-brasileira, contemplando valores inerentes à cultura de matriz africana. Inicialmente previsto para implementação em quinze escolas (entre instituições de ensino fundamental, educação especial e educação infantil), o projeto visa a atender, nos próximos anos, a totalidade da rede.
Valorização - De acordo com o professor Manoel José Ávila da Silva, a inserção da atividade nas escolas, além da ampliação de uma atividade ligada ao corpo, é também uma forma de valorizar a cultura afro-brasileira. “A inclusão da capoeira é a possibilidade de, juntamente com outros conhecimentos, dar visibilidade para a importância da história e da cultura afro-brasileira e africana em nossas escolas”, salienta.
A Smed promoverá, a partir do segundo semestre, formação pedagógica por meio de reuniões, cursos e seminários para os monitores capoeiristas, além de providenciar infra-estrutura para a realização das aulas, repassando o valor mensal correspondente ao número de capoeiristas. No pagamento de instrutores, serão aplicados R$ 23,4 mil. O projeto deverá atender, por um período de dez meses, um total de 480 alunos nas 15 escolas municipais inicialmente envolvidas. A meta é estender o atendimento para outras 15, totalizando 960 alunos e, por fim, mais 15 instituições, alcançando 1.440 alunos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

MANUAL PRÁTICO DE TREINAMENTO COM PESOS


Fonte: http://www.alexandrelevangelista.com.br

Nos próximos POSTS iremos abordar, em 3 capítulos, quais as principais recomendações em relação a prescrição de exercícios resistidos, e suas variáveis, para indivíduos iniciantes, intermediários e avançados. Neste POST abordaremos a prescrição para indivíduos iniciantes Vale à pena conferir.

POR ONDE COMEÇAR ?

Antes do indivíduo iniciar um programa de treinamento com pesos (ou qualquer outro tipo de exercício) alguns critérios fazem-se necessários.

Um relatório, fornecido pelo médico, atestando as condições de saúde do indivíduo é indispensável (um exame ergométrico seria recomendado). Após essa etapa o individuo estará, teoricamente, liberado para prática segura de exercícios.

Outra ferramenta de grande importância é a avaliação física. A avaliação física através da análise das capacidades físicas, possíveis desvios e medidas corporais será um instrumento fundamental para acompanhar o aluno durante todas as etapas do treinamento. Ela fornecerá também informações preciosas em relação a aptidão física inicial do indivíduo.

Do ponto de vista metodológico podemos classificar o indivíduo, de acordo com suas aptidões físicas, em: iniciantes, intermediários, avançados e atletas (KRAEMER et al. 2002).

A seguir iremos analisar a situação dos iniciantes.

Segundo as recomendações do ACSM, podemos classificar como iniciante o aluno que nunca tenha tido nenhuma experiência com o treinamento de força ou, ainda, aquele indivíduo que esteja inativo há alguns anos.

O praticante iniciante é extremamente sensível as adaptações ocasionadas pelo exercício resistido. Calcula-se que neste tipo de população a força muscular aumente em até 40% num período de, pelo menos, 4 semanas de treino (KRAEMER et al. 2002).

- Ações musculares: devem ser concêntricas e excêntricas;

- Volume de treino: séries únicas são suficientes para promover ganhos iniciais de força. Com o tempo o número de séries pode ir aumentando. Nesta fase, apenas recomendam-se cuidados em aumentos bruscos no número de séries;

- Seleção de exercícios: exercícios multi-articulares inicialmente são os mais indicados. Porém isso não é regra;

- Pesos livres x máquinas: como já citado anteriormente as máquinas, por sua ação estabilizadora e fácil aprendizagem, têm preferência na elaboração dos exercícios nesta etapa de treino;

- Freqüência : 2 a 3x por semana com treino único parece ser o método mais indicado e seguro de trabalho neste caso;

- Ordem dos exercícios: grandes grupos para pequenos grupos musculares. Porém recentes pesquisa contradizem essas afirmações;

- Velocidade de contração: lenta a moderada;

- Descanso entre as séries: 1 a 2 minutos dependendo do tipo de trabalho são suficientes.

- Intensidade da carga: 50% a 70% de 1RM

- Sistema de treino recomendado: alternado por segmento

- Métodos de treino recomendados: circuito e séries múltiplas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Kraemer WJ, Adams K, Cafarelli E, et al. Progression model in resistance training for healthy adults. Med. Sci. Sports Exercise. 2002.
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Conheça os 5 tipos de personalidades de quem pratica atividade física


Fonte: Portal Terra

Você sabia que cada malhador tem a sua personalidade?
O jeitão de cada treinador pode combinar com treinos específicos

Você luta para se manter firme e forte no treino? Talvez não esteja fazendo os exercícios certos para a sua "personalidade de malhador". É o que garante Linda Shelton, especialista em fitness e cujo estudo foi apresentado no encontro do American College of Sports Medicines Health and Fitness. De acordo com ela, cinco são as personalidades de quem pratica atividade física:

QUADRADOS: são mais confiáveis, estáveis e geralmente seguem o treino à risca. Adoram rotina. "Eles tendem a seguir cronogramas rígidos e, muitas vezes, não veem progresso porque chegam a um platô. Deveriam, em vez disso, dar alguns passos no sentido de experimentar coisas novas sem que tenham de deixar a velha rotina para trás."

RETÂNGULOS: são um pouco mais flexíveis, mas também curtem ordem e rotina. Adoram exercícios em grupo e se dão melhor quando interagem socialmente. "Uma sugestão é que entrem para grupos de caminhada, corrida ou bike ou façam aulas coletivas, em vez de malharem sozinhos."

TRIÂNGULO: são os mais competitivos. Gostam de ser estimulados e de desafios. Por isso, têm de ter objetivos claros. "Esses se beneficiariam se malhassem ao lado de alguém como eles ou com uma meta, como uma maratona, triatlo etc."

CÍRCULO: são o tipo mais comum no mundo do fitness. Espontâneos, sociais, não curtem malhar sozinhos. Um senão: muitas vezes tendem a ficar mais tempo socializando do que se exercitando. " "Eles precisam de alguém que os coloque no prumo e oriente, como um personal trainer."

LINHA TORTA: são os menos estruturados entre todos os tipos. Diferentemente do quadrado e do círculo, odeiam rotina. "Eles precisam seguir um treino ultravariado, que inclui diferentes aulas. Do contrário, se aborrecem e abandonam o que estão fazendo."

por Bruno Acioli

Precisando resolver um problema? Então mexa-se

Fonte: Diário da Saúde

Resolvendo problemas com o corpo

Cientistas descobriram que movimentar o corpo - balançar os braços, por exemplo - ajuda as pessoas a resolver problemas. A pesquisa, feita por psicólogos da Universidade de Illinois (EUA), foi publicada na revista Psychonomic Bulletin & Review.

"Nossos movimentos coordenados estão mudando a forma como as pessoas pensam," diz o professor Alejandro Lleras. "Em outras palavras, dirigindo a forma como as pessoas mexem seus corpos nós estamos também dirigindo a forma como elas pensam sobre um problema."

Ajudando o outro a resolver problemas

Mesmo depois de resolverem o problema, quase nenhum dos participantes tinha consciência de qualquer conexão entre a atividade física da qual eles haviam participado e a solução que eles encontraram para o problema proposto durante o experimento.

"Os resultados são interessantes tanto porque o movimento corporal pode afetar os pensamentos de ordem mais elevada - a forma de pensar complexa necessária para resolver problemas difíceis - quanto porque esse efeito ocorre quando outra pessoa está dirigindo os movimentos da pessoa que está tentando resolver o problema," afirma Llera.

Cognição corporal

A descoberta oferece novas informações sobre o que os pesquisadores estão chamando de "cognição corporal", que descreve a conexão entre o corpo e a mente durante o aprendizado.

"As pessoas tendem a achar que suas mentes localizam-se em seus cérebros, lidando com abstrações conceituais, totalmente desconectadas de seus corpos," diz o pesquisador.

"Esse campo emergente de pesquisas é fascinante porque ele está demonstrando como nosso corpo é parte da nossa mente de forma muito forte. A forma como pensamos é afetada pelo nosso corpo e, de fato, nós podemos usar nossos corpos para nos ajudar a pensar."

Segundo Lleras, pesquisas anteriores envolvendo a cognição corporal já demonstraram que os movimentos físicos podem ajudar no aprendizado e na memória ou podem alterar as altitudes e percepções que as pessoas têm quando se defrontam com determinada informação.

Resolução inconsciente de problemas

As pesquisas na área já demonstraram que controlar a atenção ou o movimento dos olhos de uma pessoa em padrões específicos pode ajudar na solução de problemas complexos. Mas este é o primeiro estudo que comprova que os movimentos corporais guiam o processamento cognitivo de alta ordem, sem que os participantes tenham consciência.

"Nós vemos isto como uma nova janela realmente importante para o entendimento da complexidade dos pensamentos humanos. Eu penso que a mensagem a ser passada é a seguinte: Se você está travado tentando resolver um problema difícil, dê uma parada. Vá fazer alguma outra coisa. Isso irá garantir que, na próxima vez que você pensar naquele problema você irá literalmente abordá-lo com uma mente diferente. E isso pode ajudar," concluir Lleras.

A Porta do Lado


Entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella.

Disse ele: A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida,queremos que absolutamente tudo dê certo, e às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

Dou um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente... É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem, ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping. Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que audácia contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: Fincam o pé, compram briga e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas,
um deixar barato. Eu ando deixando de graça...

Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem.

Pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a porta do lado e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

Quando os desacertos da vida ameaçar o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante, para o bem e para o mal. Sorria, e contagie todos ao seu redor
com a sua alegria.

A Porta do lado pode ser uma boa entrada ou uma boa saída...

Experimente!

Autoria: Dr. Dráuzio Varella